O que são os jardins terapêuticos educativos?
ARTIGOS
Paloma Valéria


São jardins planejados para estimular o aprendizado, o cuidado com a natureza e o bem-estar físico e emocional — tudo ao mesmo tempo. O espaço é usado como ferramenta pedagógica viva, onde o contato com o ambiente natural promove não só conhecimento, mas também equilíbrio emocional e social.
Eles podem ser usados: escolas (principalmente com educação infantil e ensino fundamental);
Em centros de reabilitação e instituições especiais;
Em projetos comunitários, hortas urbanas e espaços públicos.
Benefícios combinados: terapia + educação
Sensoriais: plantas com diferentes cores, aromas e texturas estimulam o tato, a visão e o olfato.
Cognitivos: o cuidado com as plantas ensina ciclos da natureza, responsabilidade, nutrição e ecologia.
Emocionais: reduz a ansiedade e melhora a autoestima, especialmente em crianças com dificuldades de aprendizagem ou necessidades especiais.
Sociais: promove o trabalho em grupo, a comunicação e a empatia.
Legenda: Horta Comunitária do Arouche. Largo do Arouche, no centro de São Paulo, SP, Brasil. Foto: Dornicke, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons
Exemplos de uso em escolas
Hortas pedagógicas: onde as crianças aprendem sobre alimentação saudável e sustentabilidade.
Espaços sensoriais: com ervas aromáticas e caminhos táteis para estimular os sentidos.
Cantinhos da calma: áreas com sombra e bancos para leitura ou descanso.
Projetos interdisciplinares: o jardim é usado em aulas de ciências, artes, matemática, etc.
Por que escolher um jardim terapêutico educativo?
Aprendizagem viva e sensorial, com um ambiente que estimula a curiosidade e a descoberta por meio da observação da natureza, ideal para atividades interdisciplinares em ciências, arte, saúde e cidadania;
Educação inclusiva e acessível, com um espaço pensado para acolher diferentes perfis de alunos, promovendo a interação entre pessoas com e sem deficiência em atividades ao ar livre;
Desenvolvimento emocional e social, onde o contato com plantas, texturas, cores e aromas ajuda a desenvolver empatia, paciência, autonomia e cooperação entre crianças, jovens e adultos;
Fortalecimento de vínculos com a natureza, criando consciência ambiental desde cedo, incentivando atitudes sustentáveis e o respeito pela vida em todas as suas formas;
Espaço terapêutico dentro do ambiente escolar ou institucional, que pode ser utilizado por psicólogos, terapeutas ocupacionais e educadores para práticas de cuidado, relaxamento e integração;
Integração do corpo, mente e aprendizado, oferecendo um espaço de pausa e acolhimento em meio à rotina, onde é possível aprender com os ciclos da vida, da terra e do tempo.
Referências Bibliográficas
INTERNATIONAL SCHOOL GROUNDS ALLIANCE (ISGA). International School Grounds Alliance. [S.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.internationalschoolgrounds.org/. Acesso em: 13 abr. 2025.
LOUREIRO, Carlos Frederico Bernardo. Educação ambiental: repensando o espaço da cidadania. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2006.
SANTOS, A. C. A.; LIMA, M. E. A. A horta escolar como instrumento pedagógico no processo ensino-aprendizagem. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, 2014. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/horta-escolar. Acesso em: 13 abr. 2025.
SILVA, Bruno Ferreira da. A importância dos jardins sensoriais para o processo de ensino-aprendizagem na educação de pessoas com deficiência na APAE/Areia-PB. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2018. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/14771. Acesso em: 13 abr. 2025.
TABLA, El Blog de la. Jardines terapéuticos: El jardín de Nigel Dunnett en Chelsea Hospital Garden. El Blog de la Tabla, 26 maio 2021. Disponível em: https://www.elblogdelatabla.com/jardines-terapeuticos-jardin-Nigel-Dunnet-Chelsea-Hospital/. Acesso em: 13 abr. 2025.
Legenda: Cena de um jardim terapêutico educativo implantado junto ao pátio de uma escola. Crianças, educadores e moradores compartilham saberes onde estão presentes espécies nativas. Imagem: Projeto paisagístico criado por Paloma Santos com renderização por IA.
